Arquivologia? (profissão, formação e mercado)

Estavamos procurando algo que falasse sobre o arquivista – profissão, formação e mercado – e encontramos no site na UnB essa descrição:

  • Curso: Arquivologia

Gerenciar, preservar e dinamizar o patrimônio documental

Pilhas de documentos encostados no canto de uma sala, milhares de informações importantes perdidas em papéis sem qualquer identificação. A cena é recorrente em vários órgãos públicos e em empresas privadas que, na maioria das vezes, não dão o valor necessário aos documentos que contam sua história. Certidões, comprovantes e relatórios, que podem fazer a diferença na vida de várias pessoas, são deixados de lado por falta de organização.

O quadro, porém, está mudando, e para isso tem contribuído a formação de profissionais com curso superior em Arquivologia. Um arquivista é o profissional responsável pelo gerenciamento dos documentos e das informações arquivísticas. Os arquivos, por sua vez, têm um duplo papel: jurídico-administrativo e histórico-cultural. A formação desse profissional tem como foco principal o tratamento especializado dos documentos e das informações arquivísticas – registradas em qualquer tipo de suporte – produzidos e acumulados por uma pessoa física ou jurídica, pública ou privada, no curso de suas atividades.

A formação do arquivista busca também prepará-lo tanto para intervir e propor políticas públicas de acesso aos arquivos, tanto para os cidadãos como para a pesquisa científica quanto para ser um profissional capaz de sugerir os meios legais e científicos para a preservação da memória do passado coletivo.

O tratamento especializado dos arquivos implica várias etapas, desde a pesquisa até a preparação de instrumentos (catálogos, inventários, guias, bases de dados, etc.) que possibilitam o acesso aos documentos. A consulta ao documento certo, sem perda de tempo, pode garantir rápidas decisões e um posicionamento estratégico mais eficiente.

Um arquivista deve estar preparado para abordar os arquivos em sua totalidade, em todo o ciclo de vida dos documentos. O ciclo de vida documental – conceito nascido nos Estados Unidos – considera que os documentos de arquivo passam por três fases: corrente, intermediária e permanente. A primeira corresponde aos documentos de uso muito freqüente, geralmente por seus produtores, e a última é mais comumente conhecida como a dos “arquivos históricos”. Não tendo mais que responder aos objetivos imediatos dos seus criadores, estes arquivos têm, na terminologia arquivística, um valor de testemunho, um valor para a pesquisa.

Não falta vaga – O governo é um dos principais empregadores do Arquivista. Porém, um vasto campo de trabalho se apresenta, hoje, também, nas organizações privadas e, muitas vezes, o trabalho também é prestado a pessoas físicas, que querem ter seu arquivo pessoal organizado. Os arquivistas são procurados para facilitar o acesso à chamada “massa documental” de personalidades: elas próprias ou seus familiares, ao tomarem consciência da riqueza de informações contidas em papeladas e objetos acumulados, decidem pela necessidade da organização.

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